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A HISTÓRIA DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE JOINVILLE

História até hoje não devidamente divulgada e pouco comentada entre os historiadores decampo de concentração 1

Joinville,  refere-se a existência de um Campo de Concentração na cidade com vigência
no Estado Novo de Getúlio Vargas onde ficavam detidos suspeitos de colaborarem  com o Nazismo que o Brasil combatia nas batalhas da Europa.

Em Joinville funcionava o Presídio Politico Oscar Schneider, localizado onde é hoje a  Rua Borba Gato, altura do Cemitério Municipal

 

Na  época bastava falar em alemão em público para ser detido e conduzido ao presídio onde se encontravam alguns representantes de famílias tradicionais da região de Joinville, Jaraguá do Sul e até de Canoinhas.

Lápides no Cemitério Municipal foram quebradas e violadas porque tinham inscrições em alemães.

Diferentemente dos campos de concentração de Hitler na Europa, o Presidio Politico Oscar Schneider de Joinville não maltratava os presos que conviviam pacificamente com os guardas conforme demonstram fotos do arquivo do livreiro e pesquisador Paulo José da Costa, inseridas nesta edição do blog de Toninho Neves.

Tempos difíceis das relações internacionais, a história até hoje é obscura em Joinville, onde os descendentes dos presos não gostam de comentar o assunto das prisões da época.

Muita perseguição aconteceu como problemas pessoais que por vingança viravam denúncias.

Também havia a acusação de que os descendentes de alemães de Joinville e de outras regiões de Santa Catarina enviavam dinheiro para a Alemanha ajudando na causa nazista.
O episódio da implantação  do presídio político entre 1942 e 1945, fez com que  pelo menos 200 pessoas fossem  confinadas sob a acusação de “agentes infiltrados ou espiões nazistas”, cujo destino acabava sendo a rua Borba Gato.

O Oscar Schneider na verdade foi construído na década de 20 para abrigar um hospício dedicado ás pessoas com doenças mentais e depois desativado pelo governo federal e transformado em presídio político para abrigar os presos pelo regime ditatorial de Vargas.

Se nos campos da Europa tinham os campos para manter prisioneiros e familias de judeus principalmente, paradixalmente em Joinville também funcionava o presidio politico com objetivo de segregamento, entretanto sem a crueldade e o genocidio das tropas de Hitler.

Famoso na época em Joinville atuava um coronel da Policia que comandava as prisões e tinha ouvido para as frequentes delações que quase sempre culminavam com as prisões.

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