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RIO MATHIAS A OBRA QUE JÁ NASCEU MORTA

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Bolsonaro em Chapecó

 

DRAGAGEM DO RIO MATHIAS A OBRA QUE JÁ NASCEU MORTA

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Em meio a tanta contradição ouvida e debatida durante a CPI do Rio Mathias, sobre deficiência técnica e o valor ardiloso da contratação da obra, o Blog resgatou informações publicadas em 2012, portanto há 11 anos, que demonstram que o empreendimento público, que tanto prejuízo trouxe a comunidade como um todo, o centro da cidade destruído e com elevados prejuízos a lojistas e empreendedores, do jeito que foi contratado só poderia ter dado no que deu.
A obra já nasceu morta.

O ORÇAMENTO INICIAL

A matéria publicada em A Notícia em 2012 com o título - Plano para evitar alagamentos no Centro de Joinville é criticado pelo Condema - revela o real valor orçado para a obra. Diz a reportagem da época:

"A tão esperada solução para as históricas enchentes na região central de Joinville, representada por um pacote de obras e drenagem do rio Mathias orçado em R$ 120 milhões, chegou nesta quarta-feira ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema) e já recebeu suas primeiras críticas.

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AVAL DA POPULAÇÃO

Diz a matéria:
"Resultado do Plano Diretor de Drenagem de Joinville, o projeto executivo abrange um reservatório linear de águas, que vai do rio Cachoeira à rua Campos Novos, no Centro. Também prevê um muro de 1,5 metro de altura ao lado do Cachoeira, que corta a cidade. Para o Condema, a proposta - em fase de licenciamento pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) - precisa ter aval da população.’’

OBRA PARA TRÊS ANOS

Continua a matéria: "Também foram citados como empecilhos eventuais questionamentos judiciais e o transtorno que as obras causarão ao longo de três anos. A Fundema tem até o dia 20 para emitir parecer. Apesar de extenso e caro, o projeto é considerado o menos invasivo entre outros três planos: a desocupação da área alagável (R$ 657 milhões); a abertura do canal do Mathias, orçada em R$ 232,6 milhões; e o piscinão perto do Cachoeira, já descartado pela Caixa Econômica Federal, que financia o projeto. Dinheiro não deve ser problema para o início da obra para conter as enchentes na região central de Joinville.’’

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A FUNDO PERDIDO

Segue o texto: "Dos R$ 120 milhões, R$ 65 milhões já foram liberados pela Caixa a fundo perdido, a Prefeitura de Joinville não precisa pagar. Mas membros do órgão consultivo citaram os entraves financeiros com a macrodrenagem do rio Morro Alto, incluso no pacote de obras da rua Timbó hoje com obras paradas, como alerta para projetos de alto custo.

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INUNDAÇÕES NA ÁREA CENTRAL

"Estima-se que mais de 67 mil pessoas sejam afetadas por inundações na área central da cidade, segundo levantou a empresa Parallela Engenharia Consultiva, contratada pelo Projeto Viva Cidade, da Secretaria de Planejamento, para fazer o projeto executivo. Os alagamentos costumam ocorrer em períodos chuvosos ou de maré alta.

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Eles afetam os bairros Centro (em especial, o comércio), América, Atiradores e Glória. Os últimos prejuízos foram registrados no início de junho, quando as ruas 9 de Março e Itajaí tiveram de ser interditadas’’, esclarece a reportagem.
Em tese o valor real da obra completa foi calculada em R$ 120 milhões, valor em 2012.
Acharam que daria para fazer com R$ 65 milhões, valor disponibilizado pela CEF, mas para baixar o preço e vencer a licitação optaram por R$ 45 milhões, acreditando que o restante daria para completar com aditivos.
Deu no que deu. A obra nasceu morta.

PREFEITURA RENOVA ATÉ 2023

Para não perder os investimentos da Caixa e ainda ter de devolver R$ 26 milhões da obra do Rio Mathias, com juros, a prefeitura de Joinville decidiu renovar o financiamento até 2023.
O prefeito Adriano que herdou o abacaxi tem um horizonte difícil nessa empreitada.
Contratar uma nova empreiteira para concluir o trabalho ou fazer com equipe própria da prefeitura.

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ÁGUAS É AMANHÃ

Jalmei Duarte e Luana Siewert Pretto, Clarissa Campos de Sá e Thiago Amorim, ex-presidentes e ex-diretores da Cia. Águas de Joinville, serão ouvidos pela CPI nesta quarta-feira.

FORAM AVISADOS

Praticamente em todos os depoimentos na CPI do Mathias um fato relevante fica evidente. Da sinalização de que algo muito errado vinha acontecendo na execução da obra, sem que a prefeitura tomasse qualquer providência. Prefeito Udo à época e Miguel Bertolini, o primeiro ministro, receberam mais de 70 notificações sobre a real situação da obra. Eles sabiam.

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CONFRONTO

A CPI não tem outra saída. Promover o contraditório frente a frente com Romualdo França e Miguel Bortolini. Ambos estiveram a frente do processo do Rio Mathias durante oito anos.

PEDIR DESCULPA

Está mais do que na hora de alguém vir a público e pedir desculpas a Joinville pelos oito anos de desmando na cidade.
No Japão isso seria a norma. Aqui...

PREVENÇÃO

O deputado Kennedy Nunes, PSD, ameaçado de morte, pediu proteção à Policia Militar e permissão para andar armado.

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LICENCIADA

A deputada federal Carmem Zanotto, Cidadania, pediu licença do partido para dedicar-se a função de Secretária da Saúde de Santa Catarina.
Assumiu em seu lugar Norma Pereira, do PSDB, de Canoinhas.

Assim o PSDB  de Santa Catarina passa a ter duas deputadas na Câmara Federal. Norma e Giovânia de Sá.

NA MIRA

Carmem Zanotto está no alvo do senador Jorginho Melo, do PL. Ela já foi convidada para assinar ficha.

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DESCONFORTO

O ingresso do deputado estadual Sargento Lima, ex- PSL, no PL, pelas mãos de Jorginho Melo pegou a todos de surpresa em Joinville.
Até mesmo o presidente da Câmara, Mauricio Peixer, PL, suposto candidato a deputado em 2022.

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VOTO DE SILÊNCIO

O ex-vereador Odir Nunes, longevo em mandatos na Câmara, curte um exílio pessoal em Pirabeiraba. Não quer falar no momento.
Aguarda o desfecho da CPI do Rio Mathias, para então opinar.

JOÃO RODRIGUES X BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro desembarca nesta quarta-feira em Chapecó para conhecer o trabalho revolucionário do prefeito João Rodrigues no combate ao Covid-19, um exemplo para todo o Brasil.

Ao contrário de milhares de prefeitos Brasil afora, João Rodrigues saiu de um quadro dramático da situação mais aguda do Estado, onde doentes eram transferidos para outras regiões por falta de UTI e com o tratamento precoce, instalação de hospitais de campanha e dedicação da equipe, reduziu a doença a praticamente zero no município oestino.
"Hoje estamos doando nossos respiradores e insumos para outras regiões que necessitam’’, comemora João Rodrigues.

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ENQUANTO ISSO...

Alguém já se perguntou o real motivo do porquê de Joinville ultrapassar o doloroso número de mais de mil mortes?
Custo acreditar que na rede de saúde de nossa cidade tem claro boicote ao tratamento preventivo promovido por uma autoridade médica?
Gente que eu conheço, com sintomas de Covid, foi para um hospital, deram paracetamol e mandaram para casa?

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PENSANDO ALTO

O "cercadinho" da Assembléia Legislativa abrigou mais um ex-vereador de Joinville. Desta vez foi o deputado evangélico Ismael dos Santos que levou para o seu aprisco Lioilson Corrêa, outro derrotado de 2020.
Já estão lá Mauricinho, Richard Harrison, José Henkel, o Pelé e Jaime Evaristo. Já está criada a bancada de Joinville às custas do legislativo estadual.

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