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POLÊMICA SOBRE LOCKDOWN EM JOINVILLE. CDL É A FAVOR, SECOVI CONTRA

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José Manoel Ramos, CDL. '' Não somos os vilões''.

 

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Sobre a polêmica da decretação do lockdown em Joinville instalou-se uma polêmica envolvendo representantes das classes empresariais da cidade.

Enquanto a CDL é a favor, Secovi e Fiesc são contras o fechamento de toda atividade econômica não essencial.

MANOEL RAMOS: PARA TUDO

O presidente da CDL de Joinville enviou neste ofício à Prefeitura sugerindo o lockdown total de atividades até o dia 14 de março. O pedido inclui o fechamento de comércios, indústrias e serviços, excluindo apenas as atividades consideradas como essenciais.

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Ramos defende que atividades como indústrias também devem ser fechadas, justificando que outros setores também contribuem para a disseminação da Covid-19.

"NÃO SOMOS VILÕES"

Em sua retórica em defesa do varejo em Joinville, Zeca Ramos como é conhecido, não aliviou:

"Não é justificável e nem útil o pequeno comércio permanecer fechado, quando outros setores estão de portas abertas. A indústria permanece em plena atividade, com uso de banheiros coletivos, refeitórios, compartilhamento de peças, ferramentas e máquinas pelos funcionários. Evidentemente, o comércio é aliado e não vilão na pandemia”, perora o presidente da CDL em sua correspondência encaminhada ao prefeito Adriano Silva, do Novo, que é empresário industrial.

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RAMOS SUGERE LOCKDOWN

Ainda em seu oficio ao prefeito de Joinville, aponta uma solução: “Caso entenda Vossa Excelência que qualquer das medidas acima isoladamente não venha a atender o objetivo de frear o avanço do coronavírus, sugerimos a adoção das mesmas em sequência, iniciando-se com o lockdown total até dia 14 de março, e prosseguindo com a medida de toque de recolher e restrição de ocupação até o dia 28, sempre sujeitas a revisão conforme o andamento” sugere o lojista.

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RESTRIÇÃO SELETIVA

Em parte do texto Manoel Ramos sugere estar acontecendo em Joinville uma espécie de restrição seletiva, com maior liberalidade para a indústria em detrimento do comércio.

O lockdown só para o comércio não é capaz de frear o avanço da pandemia, pois foi o setor que mais se adaptou e contribuiu para evitar a propagação do vírus, trabalhando com máscara, álcool gel e demais medidas de higiene e distanciamento. O pequeno comércio tem sido o mais cobrado pelas autoridades e alvo fácil de medidas restritivas, quando é notório que a contaminação ocorre em outros ambientes que geram aglomeração de pessoas, como festas e eventos particulares, polemizou Ramos.

LAUREANO CONTRA LOCKDOWN

O SECOVI da região norte posicionou-se contrário ao lockdown nos municípios da região Norte e Planalto Norte catarinense.

Em ofício encaminhado ao prefeito de Joinville, Adriano Silva, o presidente do SECOVI NORTE SC, empresário Jorge Arnaldo Laureano, explica que a classe empresarial, especialmente a comercial e dos prestadores de serviços foram até agora os maiores prejudicados e, por consequência os trabalhadores destas atividades, sendo que centenas de empresários acabaram por fechar as portas de seus estabelecimentos.

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"ENDIVIDADOS ATÉ O FIO DO CABELO"

"Consequentemente, milhares de trabalhadores perderam seus empregos. Apresenta-se inaceitável e incompreensível a atitudes de nossos governantes, especialmente do estado e de vários municípios que simplesmente obrigam através de decretos e portarias que os estabelecimentos comerciais/prestadores de serviços fechem as portas por determinados períodos e mandam as pessoas 'ficarem em casa'", expõe o presidente.

Contundente, o presidente ainda acrescenta dizendo no ofício que o Poder Público (municípios e estado) tiveram muito tempo (desde o início da pandemia) para programar-se e investir em saúde. Agora, simplesmente “acham” que a solução é mandar fechar os estabelecimentos comerciais. "Pelo jeito nossos administradores Públicos entendem que os únicos que causam problemas à saúde são as pessoas que trabalham no comércio em geral. É lamentável!", frisa Laureano.

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O ofício continua explicando que as únicas pessoas que até agora sofreram economicamente em face dessa pandemia foram os empresários e os trabalhadores da iniciativa privada, pois a estes foram impostas regras bastante restritivas, com o que quando não fecharam seus estabelecimentos estão endividados até os “fios de cabelo”.

APELO

Já quanto aos empregados, milhares perderam seus empregos e vivem à míngua com o auxílio de familiares e/ou do governo federal ou da comunidade.

Ao final, o presidente da entidade pede encarecidamente que não seja decretado o lockdown nas cidades.

DESEMPREGO E FALÊNCIA
Para o empresário da construção civil, Mário Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc, um novo fechamento de empresas poderia ter consequências como o desemprego e a falência no setor.

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"Defendemos sempre a manutenção das atividades econômicas, com algumas restrições, evidentemente, mas mantendo rigorosos protocolos de segurança para que se possa manter esses empregos e a saúde das pessoas. Somos defensores da manutenção da atividade econômica’’, disse.

EVENTOS SOCIAIS

O presidente da Fiesc defendeu que não seria nos locais de trabalho que está ocorrendo a maior parte da contaminação por coronavírus, e sim nos eventos sociais, e destacou que as indústrias estão adotando protocolos de segurança.

Retóricas a parte o fato é que está havendo aumentos  de casos e internações por causa da Covid-19 e os índices de Santa Catarina continuam alarmantes.

Em Santa Catarina são 6082 mortos, em Joinville 758 e não existem leitos suficientes para abrigar doentes de Covid, que estão sendo atendidos em enfermarias, aguardando vaga.

Só no final de semana foram confirmadas 14 mortes, dados da Prefeitura.

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CPI DA LAJOTA

Já tem dois vereadores de Joinville interessados na instalação da CPI da Lajota.

Neto Petters, Novo e Tânia Larson, PSL.

Encerrada a CPI do Rio Mathias, a das lajota será a bola da vez.

NÃO FICAM DESEMPREGADOS

Ao contrário de trabalhadores que estão amargando desemprego por causa da pandemia, em Joinville vereadores que foram tirados da câmara pelo voto popular, arranjaram suas colocações.

Richard Harrison foi parar na assessoria do deputado estadual Fernando Krelling, do MDB.

Mauricinho, também do MDB recebeu abrigo no gabinete do PSD, aos cuidados do deputado Ismael, que embora de outro partido acolheu o emedebista de Joinville.

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COMPADRISMO

Calma, muita calma nessa hora, que os dois suplentes serão bafejados pelo benefício de atuarem em seus domicílios particulares. Ou seja, ao contrário do deslocamento para cumprirem seus horários e supostos afazeres no âmbito da Assembléia Legislativa, vão cumprir horário aqui em Joinville mesmo.

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A TAL VARIANTE, TODO CUIDADO É POUCO

Deu na mídia local: O alerta é do médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Max Igor Lopes, após a notícia de que há, na cidade, um caso suspeito da variante inglesa do novo 

A variante B.1.1.7 é considerada muito mais contagiosa e letal do que o vírus original. Resultados científicos sugerem que a variante pode ser de 50% a 70% mais contagiosa e de 30% a 40% mais letal.

Além disso, o infectologista explica que após o surgimento da variante em uma comunidade, os casos “explodem” em até dois meses. O caso joinvilense foi atendido no dia 17 de fevereiro, o que sugere que a variante inglesa pode dominar a cidade em um mês.

Cautela ao máximo nunca é demais.

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PENSANDO ALTO

O Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, integra o grupo de 21 governadores que defendem medidas mais restritivas para reduzir a ação do Cocid. Não está descartado um lockdown nacional, Medida enfraquece o presidente Jair Bolsonaro, defensor da liberdade econômica. O TCE de SC, e o Ministério Público Federal defendem o lockdown em Santa Catarina.

Moisés está conversando com os principais prefeitos do Estado. Até dia 14 tem novidade.

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