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TENSÃO NO DEPOIMENTO DE UDO NA CPI DO MATHIAS

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REGISTROS DE ELOGIOS AO TRABALHO DE VACINAÇÃO CONTRA O COVID EM JOINVILLE

 

TENSÃO NO DEPOIMENTO DE UDO NA CPI DO MATHIAS

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A mais aguardada oitiva da CPI aconteceu nesta semana. Um depoimento nervoso que aparentava tranquilidade foi o que se viu na audiência da CPI do Rio Mathias nesta quarta-feira que passou, 24 quando foi ouvido pelos vereadores o ex-prefeito Udo Dohler.

O ex-mandatário maior de Joinville  iniciou seu depoimento observando que a decisão pela realização da obra se justificava pelo combate a enchentes no Centro de Joinville e porque o financiamento da obra foi recebido a fundo perdido por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (isto é, o governo federal não esperava o retorno do dinheiro encaminhado a Joinville) como se os recursos não fossem públicos porque vieram dos cofres da União, portanto nossos impostos também.

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CULPA DO CONSÓRCIO

Para o ex-prefeito, o grande problema da obra, e isso foi reiterado por ele em vários momentos da oitiva, é que o consórcio vencedor da licitação “afundou” o preço, buscando aditivos ao contrato original depois de dois anos de obra. É bom lembrar que cabe a autoridade contratante desconfiar quando mais de R$ 20 milhões é dado como desconto para vencer a licitação. É regra que quem contrata mal paga duas vezes e nesse caso quem está pagando é o povo de Joinville pela destruição do centro da cidade, falência de empresas e desemprego, conforme manifestação de grupos de comerciantes nas ruas e até o próprio CDL, em carta ao então prefeito Udo.

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HAVIA PRESSÃO. DE QUEM?

Udo repetiu algumas vezes também que a pressão para que a Prefeitura concedesse os aditivos era constante, principalmente por ameaças de paralisação da obra ou retirada de maquinário dos locais em que a obra estava acontecendo. Porém, ao ser questionado pelo vereador Neto Petters (Novo) sobre como eram essas pressões ou quem as exercia, o ex-prefeito não chegou a entrar em detalhes.

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DE 65 POR 45

Pareceu uma negociação em mercado persa onde o cliente regateia por melhores preços e descobre depois que comprou "ouro de tolo".  As empresas alegavam inexequibilidade do projeto para pedir os aditivos, algo que Udo contestou ao afirmar que “se houvesse um mínimo sinal de que a obra fosse inexequível nós não teríamos avançado com esse projeto”.

A obra, orçada em mais de R$ 65,3 milhões, ficou com um consórcio de empreiteiras que ofereceu realizar o serviço por R$ 45,8 milhões. Nessa licitação onde só o preço foi olhado faltou ao consórcio ter sustentação técnica e financeira para garantir que a obra contratada teria começo, meio e fim.

Isso ocorreu porque a licitação foi realizada na modalidade de menor preço (na qual vence a empresa que, desde que cumpra os requisitos legais da Lei de Licitações, ofereça o serviço pelo valor mais baixo).

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ALTERAÇÃO DO CAPITAL

Outro ponto atacado pelos vereadores diz respeito à alteração do capital social da empresa Motta Júnior, uma das componentes do consórcio. Os vereadores Diego Machado (PSDB) e Netto Petters observaram que, três semanas antes da licitação, o capital social teria sido alterado de R$ 320 mil para R$ 7 milhões, conforme documentação obtida pela CPI.

A finalidade da mudança seria adequar a empresa à exigência presente no edital de que o capital social do vencedor deveria ser de ao menos 10% do valor total da obra, conforme os vereadores.

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ROMUALDO ALERTOU

A mudança repentina levantou dúvidas sobre a capacidade de o consórcio conseguir executar a obra. Isso já tinha sido levantado em outros depoimentos, como o do ex-secretário municipal de Infraestrutura, Romualdo França.

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Quando o vereador Diego Machado perguntou se não haveria como a empresa ser considerada incapaz pela Prefeitura, Udo retomou a informação de que 70% da obra foi realizada e acrescentou: “Eles [as empresas] realizaram; e eles não tinham capital de giro suficiente, mas executaram a obra por que? Porque receberam em dia os pagamentos. Tanto assim que ainda alguns milhões poderiam ter sido pagos (...); mais um fôlego para que elas avançassem na obra. E não o fizeram”.

VENCER PELO CANSAÇO

O momento da rescisão foi outro tópico questionado na oitiva. Wilian Tonezi quis saber do ex-prefeito se não teria sido melhor rescindir o contrato antes de 2020. Udo observou que “romper o contrato anteriormente resultaria num passivo para o município”. E emendou ainda: “a empreiteira queria nos vencer pelo cansaço”.

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GUERRA ENTRE SECRETÁRIOS

O relacionamento entre as secretarias de Administração e Planejamento (SAP) e de Infraestrutura (Seinfra) também motivaram perguntas dos vereadores.

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Todos sabiam da disputa acirrada nos bastidores entre  o Secretário Romualdo França e Miguel Bortolini conhecido como o "primeiro ministro" da prefeitura. A SAP era o órgão responsável por conduzir as licitações na Prefeitura, enquanto a Seinfra vistoriava a execução de obras de Infraestrutura, como a do rio Mathias. Porém, conforme depoimentos colhidos na CPI, o relacionamento entre as secretarias seria conturbado. Udo respondeu sobre isso que “nem todo colegiado pensa de maneira uniforme”.

Esqueceu de dizer que como prefeito deveria ter resolvido o problema da cizânia entre os secretários que em vez de ajudar prejudicava o processo administrativo. Fosse na iniciativa privada um deles estaria no olho da rua.

MAURÍCIO X UDO

Momento de tensão no depoimento de Udo foi quando o vereador Maurício Peixer, teria sugerido que o ex-prefeito sabia das irregularidades ocorridas com a obra do Rio Mathias e não tomou nenhuma providência para romper o contrato o que poderia caracterizar improbidade administrativa.

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IMPROBIDADE É CRIME

Udo reagiu contra o que chamou de insinuação do vereador a observação do fato porque improbidade é crime defendeu-se.

Peixer argumentou que o Ministério Público já tinha alertado sobre as irregularidades na obra.

O presidente da CPI Willian Tonezi interferiu esclarecendo que ninguém estava sendo julgado ali que isso deverá acontecer quando autoridades receberem a conclusão da investigação dos vereadores.

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CONVOCAÇÃO DE MIGUEL

O Presidente da CPI William Tonezi estava deliberando com a mesa para pedir a Policia Civil que fosse encarregada de fazer a entrega da convocação do ex-secretário Miguel Bortolini, ex- Seplan, quando ele avisou ao veredor Cláudio Aragão que iria comparecer à audiência.

O ex-manda-chuva da Prefeitura estaria se esquivando da convocação.

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TUDO DE NOVO

Durante seu depoimento o ex-prefeito Udo, indagado se fosse hoje faria a mesma coisa em relação a obra do Rio Mathias, ele confirmou.

"Sim, faria tudo novamente''.

PERGUNTAR NÃO OFENDE:

Caro leitor. Você admitiria promover o mesmo desastre administrativo em relação a malfadada obra do Rio Mathias, com a quebradeira de lojistas e empreendedores?

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PENSANDO ALTO

Se vale a critica quando merece o que é positivo também deve ser registrado. Digno de elogios a atuação da saúde de Joinville na vacinação contra o Covid, com recepção digna aos idosos e rapidez no atendimento. O empresário Luiz Selbach fez questão de fazer o registro e este jornalista que também recebeu a vacina nesta quinta-feira corrobora.

Parabéns à equipe toda da saúde de Joinville pela atuação em várias frentes e ao prefeito Adriano Silva pelo comando.

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Norival Silva

Norival Silva

Desculpe, mais dizer que CPI não julga é uma demonstração da "pizza" que mais uma vez marca o Poder Legislativo. A CPI, julga sim - pode ser julgamento político, mas tem que julgar o certo e o errado. se for apenas para levantar informações, é melhor entao deixar que o Ministério Público faça seu papel. Claro que o Prefeito Udo, foi omisso, praticou a improbidade administrativa sim, e esse tipo de crime é julgado na CPI. Fora disso, é chover no molhado. Quem quer apostar que não haverá nenhuma restrição a quem quer que seja?
★★★★★DIA 25.03.21 19h28RESPONDER
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